Actividades da Turma no projecto "Reflexão, Cultura e Mentalidades" no âmbito da articulação do PCT.
03
Mar 09
Publicado por T10C, às 18:59link do post | comentar

Poetisa e professora brasileira, nasceu no Rio de Janeiro a 7 de Novembro de 1901 e faleceu a 9 de Novembro de 1964. Formada pelo Instituto de Educação, em 1917, ao mesmo tempo que estudava línguas e frequentava o Conservatório Nacional de Música, publicou, apenas com 18 anos, o seu primeiro livro de poesia, intitulado Espectros. Desde então e até 1927, fez parte do grupo de escritores católicos que, colaborando nas revistas Árvore Nova, Terra de Sol e Festa, formaram a corrente espiritualista, corrente esta que a autora trocaria mais tarde pelo movimento neo-simbolista, tendência bem evidenciada nos livros que escreveu em 1923 (Nunca Mais... o Poema dos Poemas) e em 1925 (Balada para El-Rei).
De 1930 a 1934, dirigiu a página dedicada à educação no Diário de Notícias, fundando, neste último ano, uma das primeiras bibliotecas infantis do Brasil, no Rio de Janeiro. De ascendência portuguesa, Cecília Meireles visitou Portugal, facto que inspirou o seu segundo livro, Viagem (que recebeu o primeiro Prémio da Academia Brasileira de Letras em 1938).
De regresso ao Brasil, leccionou Literatura Luso-Brasileira e, até 1938, foi responsável pela disciplina de Técnica e Crítica Literária na Universidade do então distrito federal. Em 1940, ensinou Literatura e Cultura Brasileiras na Universidade do Texas. Mais tarde, viajou por muitos outros países, fazendo conferências, ministrando cursos e tomando contacto com a cultura de países pelos quais se sentia atraída, tais como o México, a Índia e, principalmente, Portugal.
Além de se ter dedicado à literatura e ao ensino, a autora interessou-se também pelo folclore, tendo, em 1951, secretariado o I Congresso Nacional de Folclore e publicado, em 1955, a obra Panorama Folclórico dos Açores, especialmente sobre a Ilha de S. Miguel. Por outro lado, a pesquisa histórica levou-a a escrever, em 1953, Romanceiro da Inconfidência.
Sendo sócia honorária do Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e do Instituto Vasco da Gama, em Goa, foi condecorada com o grau de Oficial da Ordem de Mérito do Chile e com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Deli, Índia.
A obra de Cecília Meireles ocupa um lugar muito particular na literatura brasileira contemporânea por não se inscrever em qualquer escola literária. Na sua poesia, distinguem-se claramente três temas fundamentais: o oceano, o espaço e a solidão. De toda a sua vasta obra, destacam-se: Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945), Retrato Natural (1949), Canções (1956), Metal Rosicler


01
Mar 09
Publicado por T10C, às 01:51link do post | comentar

José Fontinhas Rato nome verdadeiro de Eugénio de Andrade, nasceu a 19 de Janeiro de 1923, em Povoa de Atalaia, na Beira Baixa.

Estudou em Lisboa, onde viveu com a mãe, e em 1943 matriculou-se no curso de filosofia, em Coimbra. Aí conheceu Miguel Torga, Eduardo Lourenço e outras personalidades importantes da cultura portuguesa. Mais tarde foi residir para o Porto onde trabalhou como Inspector Administrativo do Ministério da Saúde.

Sua mãe é uma figura dominante na sua poesia porque a infância foi passada com ela. O seu primeiro poema publicado em 1939 chamou-se “Narciso” e pouco tempo depois começa a assinar com outro nome: nasce assim o poeta Eugénio de Andrade.

Em 1942, lança o seu primeiro livro de poesia: “Adolescente”. Em 1944 fazem-se as primeiras tradições de poemas seus para francês e, em 1945, a Livraria Francesa publica o seu livro “Pureza”.

É com o livro “As mãos e os frutos”, em 1948, que Eugénio de Andrade alcança o sucesso. A partir de essa data inicia-se uma carreira especialmente rica em poesia, mas também com produções nos domínios da prosa, de tradução e antologia. Eugénio de Andrade ergue-se ao primeiro plano da poesia portuguesa.

A 14 de Março de 1956 morre a sua mãe e morre uma parte do poeta: "A minha ligação à infância é, sobretudo, uma ligação à minha mãe e à minha terra, porque, no fundo, vivemos um para o outro".

Falece a 13 de Junho de 2005.

 


27
Fev 09
Publicado por T10C, às 17:45link do post | comentar

Sebastião Artur Cardoso da Gama, uns dos poetas do sec. XX, este nasceu no dia 10 de Abril de 1924, vindo a falecer em 7 de Fevereiro de 1952 por tuberculose.

 

Colaborou nas revistas Árvore e Távola Redonda.A sua obra encontra-se ligada à Serra da Arrábida, onde vivia e que tomou por motivo poético de primeiro plano (desde logo no seu livro de estreia, Serra-Mãe, de 1945).Fundador da Liga para a Protecção da Natureza em 1948.Em 4 de Maio de 1951, no convento da Arrábida, casou-se com D. Joana Luísa. O seu Diário, editado postumamente em 1958, é um interessantíssimo testemunho da sua experiência como docente e uma valiosa reflexão sobre o ensino.As Juntas de Freguesia de São Lourenço e de São Simão, instituíram, com o seu nome, um Prémio Nacional de Poesia. No dia 1 de Junho de 1999, foi inaugurado em Vila Nogueira de Azeitão, o Museu Sebastião da Gama, destinado a preservar a memória e a obra do Poeta da Arrábida, como era também conhecido.

 

Publicações:

 

Em vida:

  • Serra Mãe (1945)
  • Loas a Nossa Senhora da Arrábida (1946, em colaboração com Miguel Caleiro)
  • Cabo da Boa Esperança (1947)
  • Campo Aberto (1951)

 

Postumamente:

  • Pelo Sonho é que Vamos (1953);
  • Diário (1958);
  • Itinerário Paralelo (1967: compilado por David Mourão-Ferreira);
  • O Segredo é Amar (1969);  
  • Cartas I (1994).

 

O poeta também foi professor de português, licenciado em filologia românica pela Faculdade de Letras da Universidade De Lisboa em 1947.Este exerceu o cargo de professor em Lisboa, Estremoz e Setúbal.


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